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06

MARÇO, 2019

Notícias

Veja os destaques do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank:

 

  • PNAD: a taxa de desemprego caiu em relação aos últimos três meses de 2017 no Brasil, no RS e na Região Metropolitana de Porto Alegre

Os últimos dados, referentes ao quarto trimestre de 2018, mostram que a taxa de desemprego caiu em relação aos últimos três meses de 2017 no Brasil, no Rio Grande do Sul e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em resposta a esse movimento, houve crescimento da massa de salários em termos reais para todos esses recortes. Por sua vez, em igual base de comparação para a capital gaúcha, a desocupação aumentou. Porém, o movimento não impediu que o total de rendimentos da cidade também subisse acima da inflação. A dinâmica do emprego verificada no ano passado está em linha com a tímida recuperação cíclica da atividade econômica no período pós-crise: em 2018, o Índice do Banco Central (IBC), cuja utilidade é servir de aproximação (proxy) do PIB, teve avanço de apenas +1,1% para o Brasil e de +1,7% para o Rio Grande do Sul.

 

  • PIB do Brasil cresceu 1,1% em 2018. Trata-se do mesmo resultado verificado em 2017

O PIB do Brasil cresceu 1,1% em 2018, marginalmente abaixo da mediana das previsões do Relatório FOCUS, do Banco Central (+1,2%). Trata-se do mesmo resultado verificado em 2017. Nem mesmo a base de comparação muito deprimida oriunda da grande recessão de 2015/2016 tem sido suficiente para alavancar as taxas. O lento processo de recuperação faz com que estejamos ainda 5,1% distantes do pico atingido no primeiro trimestre de 2014. É importante lembrar que o consenso de mercado do Relatório FOCUS chegou a acusar em março do ano passado alta de aproximadamente +2,9% para a atividade em 2018. Entretanto, a economia brasileira foi afetada por diversos tipos de choques que atuaram para impedir uma retomada mais robusta: greve dos caminhoneiros, processo eleitoral, guerra comercial entre Estados Unidos e China, aumento dos juros americanos, elevação dos preços dos combustíveis e da energia elétrica, bem como a desvalorização da taxa de câmbio que, em seu pior momento, chegou a superar 30%. Já o PIB per capita aumentou apenas 0,3% em termos reais, ou seja, descontando a inflação.

 

  • CAGED: RS gerou 12.431 vagas de empregos em janeiro de 2019

O Rio Grande do Sul gerou, em termos líquidos, 12.431 vagas em janeiro de 2019, o que representa uma desaceleração em relação ao mesmo período de 2018 (+18.222). Esse movimento foi disseminado entre absolutamente todos os grandes setores, conforme a classificação CNAE 2.0, do IBGE, com destaque negativo para os serviços (de +1.719 para -1.094). Considerando especificamente o setor terciário, o varejo foi responsável pelo fechamento de -3.247 postos em janeiro: trata-se do número mais baixo para o período desde 2015 (-4.780). Para 22 das 36 subclasses investigadas pelo IBGE no ramo do varejo, as demissões superaram as contratações. Em 3 houve estabilidade, enquanto que para 11 o saldo positivo foi positivo.

 

  • Estimativa de crescimento da movimentação financeira do Liquida Porto Alegre 2019

A Estimativa da movimentação financeira do Liquida Porto Alegre 2019 toma como referência apenas bases de dados oficiais, do crescimento da movimentação financeira do Liquida Porto Alegre 2019 em relação a 2018. Diante das limitações impostas pela quantidade de informações em nível regional, se recorreu às estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Trimestral, do IBGE.

Se procedermos a variação acumulada do ano de 2018 em comparação com 2017 da massa de rendimentos da Região Metropolitana de Porto Alegre, chegaremos a um aumento real de +1,69%. Muitos lojistas, no entanto, preferem trabalhar com variações nominais, ou seja, incorporando o efeito da elevação do nível geral de preços. Se adicionarmos o IPCA da Região Metropolitana em 2018 (4,62%), chega-se a 6,4%. Logo, esse é o valor estimado do crescimento do Liquida Porto Alegre 2019 em relação a 2018, baseado na evolução do poder de compra dos trabalhadores ao longo do último ano.