Rio Grande do Sul cai no ranking de desemprego do país

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NOVEMBRO, 2018

Notícias

O Rio Grande do Sul fechou o terceiro trimestre com a quarta menor taxa de desemprego do país. Era a terceira, mas caiu no último ranking nacional.

O menor desemprego foi encontrado pelo IBGE em Santa Catarina. Seguido por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 

Menores taxas de desemprego:

Santa Catarina 6,2% (era 6,5% no trimestre anterior)

Mato Grosso 6,7%

Mato Grosso do Sul 7,2%

Rio Grande do Sul 8,2% (era 8,3%)

 

Apesar de ter perdido uma posição no ranking nacional, o Rio Grande do Sul teve recuo no desemprego no terceiro em relação ao segundo trimestre do ano, quando estava em 8,3%. No entanto, a taxa é maior do que no mesmo período de 2017, quando estava em 8%.

O IBGE estima em 487 mil o número de desempregados no Estado. São 7 mil pessoas a menos do que no trimestre anterior.

A boa notícia é que aumentou o número de pessoas ocupadas, em 29 mil. Ou seja, a taxa de desemprego não caiu apenas porque pessoas deixaram de procurar emprego, reduzindo a base do cálculo. Mas isso se a comparação é com o trimestre imediatamente anterior. Economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank lembra que há queda na força de trabalho quando a relação é com o primeiro trimestre de 2017 e faz simulações de quanto a taxa de desemprego seria caso essa desistência não tivesse ocorrido:

– A taxa atual, de 8,2%, poderia estar, por exemplo, em 10,9%. A diminuição da procura pelo mercado de trabalho contribuiu para evitar alta ainda maior do desemprego durante a crise – conclui.

Chama a atenção que houve uma elevação no emprego com carteira assinada e queda no trabalho informal no setor privado. Aumentou os postos de trabalho no setor público também. O número de empregadores ficou estável e houve uma pequena queda na categoria por conta própria.

No entanto, o rendimento médio do trabalhador no Rio Grande do Sul ficou em R$ 2.420. Tanto na comparação com o trimestre anterior quanto com o mesmo período do ano passado. Na pesquisa referente ao período de abril junho, estava em R$ 2.451. Isso provocou uma queda na massa salarial, o que tem impacto nas projeções de consumo.

Fonte: Site GZH – Giane Guerra