“O Brasil sabe que as reformas são necessárias”, destaca Augusto Nunes

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NOVEMBRO, 2018

Notícias

Colunista da Veja.com, jornalista afirmou que hoje em dia o País discute com muito mais naturalidade os projetos que deverão ser votados nos próximos quatro anos

 

Augusto Nunes abriu a segunda palestra do Cenários 2019 – “O Brasil redesenhado pelas urnas de outubro” – afirmando que não gosta de “gente que chega com todos os problemas resolvidos”. Fazendo jus ao estilo polêmico que o consagrou no jornalismo opinativo, o colunista da Veja.com ressaltou que o seu dever, enquanto profissional, é alimentar dúvidas: “Isso melhora a cabeça, sobretudo no Brasil, que, como dizia Tom Jobim, não é para amadores. Aliás, hoje, não é nem para profissionais”, afirmou, arrancando risos.

Ao falar sobre o cenário político, Nunes foi otimista. Destacou que o governo de Jair Bolsonaro deverá fazer as mudanças necessárias para o País como, por exemplo, a alteração da linha de atuação do Ministério das Relações Exteriores. “A política externa tem que atender os interesses do País. Durante 13 anos, ela foi feita para atender os interesses ideológicos do PT”, criticou, destacando que “o Brasil tem que ser mais pragmático e ver o que lhe interessa, sem abrir mão de valores morais como o respeito aos direitos humanos e à soberania”.

PRINCIPAIS PONTOS DA PALESTRA

▪ Com Sérgio Moro no Ministério da Justiça, o combate ao crime organizado no Brasil deve, enfim, ocorrer;

▪ Esse combate deve ser feito a partir do policiamento das fronteiras, hoje “terras de ninguém”, e da ofensiva às zonas de exclusão (favelas controladas por facções criminosas como o PCC);

▪ A política de corte das estatais, redução do tamanho do Estado e enxugamento dos gastos públicos irá beneficiar o País;

▪ Até agora, o balanço em relação ao futuro governo Bolsonaro é favorável, especialmente pela nomeação de Sérgio Moro e da disposição do futuro ministro de combater o crime organizado;

▪ Outro ponto relevante, segundo Nunes, é que Bolsonaro está cumprindo a promessa de deixar que os “superministros” nomeiem um corpo técnico – e eles estão nomeando gente muito boa como Mansueto Almeida (seguirá no cargo de Secretário do Tesouro Nacional) e Joaquim Lévy (assumirá a presidência do BNDES);

▪ O País já discute com muito mais naturalidade as reformas como a da Previdência. Está descobrindo que são necessárias;

▪ Educação, educação e educação: essa é a chave para o desenvolvimento do Brasil.