[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Em comunicado oficial, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu de forma unânime aumentar a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, elevando a SELIC para 8,5% a.a.

Esse é o terceiro aumento consecutivo da taxa de juros, que já subiu 1,25 p.p. desde o fim de abril.

Sem mudanças em seu comentário oficial, o Banco Central entende que “ a decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.

O aumento ocorreu em linha com as expectativas do mercado, ao contrário da surpresa da última reunião, quando houve aumento acima do esperado.

Para o final de 2013, o mercado espera taxa de juros em 9,25% a.a., cenário que implicaria ainda em um aumento total de 0,75 p.p. até dezembro.

Quanto à inflação, as expectativas estão divididas. A mediana do mercado espera o índice oficial fechando em 5,78% a.a. em dezembro, enquanto que as instituições que mais acertam projetam inflação mais alta: 5,83% a.a.

A próxima decisão da taxa de juros ocorrerá em 28 de agosto.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/4″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Expectativas de Mercado pré-reunião: Taxa de Juros (SELIC) vs Inflação (IPCA)” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em % a.a. – final de período; em var % acumulada para dez/13, respectivamente)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2845″ border_color=”grey” img_link_target=”_self” alignment=”center” img_link_large=”yes”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: Banco Central do BrasilElaboração: AE/CDL POA.

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”3/4″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Taxa de Juros SELIC vs Inflação (IPCA)” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em % a.a. – final de período; em var % acumulada em 12 meses, respectivamente)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2846″ border_color=”grey” img_link_target=”_self” alignment=”center” img_link_large=”yes”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: Banco Central do BrasilElaboração: AE/CDL POA.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Considerações da Assessoria Econômica

Conforme o gráfico acima, a inflação acumulada em 12 meses em junho foi de 6,7%. Apesar do compromisso assumido pelo Banco Central em trazê-la para 4,5% a.a., a inflação não se aproxima da meta desde 2011.

Esse comportamento não é causado por aumentos localizados nos preços de poucos bens, já que hoje os aumentos ocorrem em qualquer tipo de produto: tanto nos que sofrem competição com importados quanto nos que não sofrem.

Outro problema é a dificuldade do governo em manter o orçamento sob controle e cumprir a meta de superávit primário. Ou seja, já desde 2009 os gastos do governo crescem constantemente, o que alimenta ainda mais a demanda e, com isso a inflação.

O gráfico abaixo à esquerda mostra o crescimento do consumo do governo contra a demanda das famílias. Claramente percebemos que desde o final de 2009 o governo tem aumentado seus gastos mesmo com a demanda aquecida.

Conforme as projeções de algumas instituições financeiras seria necessária uma taxa de juros perto de 10% a.a. para trazer a inflação para 4,5% ao final do ano: um cenário pouco provável.

Além disso, o efeito da taxa de juros sobre a inflação ocorre meses depois, e não no exato momento de seu aumento. Conforme o gráfico abaixo à direita, o efeito mais forte sobre a inflação ocorre entre 15-18 meses após o primeiro aumento dos juros.

Nesse caso, o resultado é que ao ter retardado o aumento dos juros pensando em manter a atividade econômica o Banco Central apenas trocou mais inflação ontem por mais inflação hoje e amanhã, sem ter obtido ganhos em crescimento do PIB. Além disso, o custo de trazer a inflação para a meta se torna cada vez maior, enquanto mais tempo passar até que isso ocorra.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Consumo do Governo vs Consumo das Famílias” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em var. % real acumulada em 4 trimestres)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2847″ border_color=”grey” img_link_target=”_self” alignment=”center” img_link_large=”yes”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.

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Fonte: IBGE; Banco Central do BrasilElaboração: AE/CDL POA. OBS: Ciclo da Taxa de Juros SELIC obtido pelo Filtro HP (lambda = 14400)

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Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
gabriel.torres@cdlpoa.com.br
(51) 3017-8048    (51) 9158-6552

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