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Após cair 29%, Formação de Capital Fixo subiu 4%. Que bicho é esse?

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FEVEREIRO, 2019

Notícias

Entenda uma variável que se destacou no PIB de 2018

Um destaque do PIB divulgado pelo IBGE é um indicador de nome extenso e complicado: Formação Bruta de Capital Fixo. Sem crescer desde 2013, a FBCF avançou 4,1% em 2018 sobre 2017.

Mas o que é esse bicho? A Formação Bruta de Capital Fixo mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens. São basicamente máquinas, equipamentos e material de construção. A sua importância está no fato de indicar se a capacidade de produção do país está crescendo e também se os empresários estão confiantes no futuro. Ou seja, é um indicador de tendência, o que é importante para qualquer um que trabalhe com projeções e planejamentos.

Durante a crise, o investimento privado despencou porque o horizonte não trazia motivos para aportes financeiros nas empresas. Pelos cálculos do economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, o recuo foi de 29,4% no acumulado de 2014 a 2017. Ele ainda abriu o investimento por segmentos.

— A dinâmica do setor de máquinas e equipamentos é benigna, enquanto a construção permaneceu em recessão. Sabemos que o emprego responde com defasagem aos ciclos da economia e, como o setor é intensivo em mão de obra, amarga resultados ruins — observa Frank.

Construção -3,4%

Máquinas e equipamentos +15,4%

Outros +4,7%

Ainda bem que o crescimento do investimento em máquinas e equipamentos foi grande para compensar. Até mesmo porque construção responde, sozinha, por 47% do investimento total, considerando a sua relevância.

O crescimento de 1,1% do PIB em 2018 foi decepcionante, abaixo do que já tinha se revisado da projeção para menos. Lembrando que o ano começou com aposta de 3% de avanço na economia.

— Fomos afetados por vários choques: greve dos caminhoneiros, processo eleitoral, guerra comercial entre Estados Unidos e China, aumento dos juros americanos, alta dos preços dos combustíveis e da energia elétrica. Sem falar na desvalorização cambial que, em seu pior momento, chegou a superar 30% — recorda o economista.

O PIB do Rio Grande do Sul demorará ainda algum tempo para ser divulgado. Enquanto isso, confira a prévia, apontada por indicador do Banco Central: Economia do RS fechou 2018 com crescimento pelo segundo ano consecutivo.

*Fonte: Site GZH – Coluna Giane Guerra