5 dicas de como ensinar educação financeira para as crianças

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OUTUBRO, 2017

Notícias

O dia das crianças já é na semana que vem, data que coincide esse ano com um período de reação da economia brasileira e de uma melhora nas perspectivas economicas e financeiras para o futuro. E falando em futuro, este é um bom momento para ensinar educação financeira aos futuros adultos.

Confira as 5 dicas:

1 Dinheiro não surge do nada

Explique o que é salário e como entra o dinheiro na sua residência; que dinheiro não é brinquedo e é fruto do seu trabalho. Procure esclarecer para a criança como é (ou era, caso seja aposentado) o seu trabalho e de que forma você é remunerado.

2 Pequenas economias podem render grandes frutos

Explique que economizar em pequenas coisas dentro de casa podem trazer benefícios para todos que vivem nela. Atitudes como agilizar o banho, desligar luzes desnecessárias e não deixar a torneira da pia aberta são ações que a criança pode participar e que contribuem na diminuição das contas da família.

3 Para comprar algo mais caro mais adiante, primeiro precisamos poupar o dinheiro

Se existe algo mais caro que você quer comprar, mostre para o seu filho o quanto será economizado por mês para que esse consumo seja realizado mais adiante. Com disciplina, bens de consumo mais caro são mais acessíveis. Uma boa ideia é estimular o seu filho a usar um cofrinho para que ele também possa guardar o seu dinheiro.

4 Não exagere

É importante que criança dê valor ao dinheiro que ela recebe dos pais (ou responsáveis), seja em forma de mesada ou de outra maneira. De qualquer modo, exagerar na quantidade de dinheiro pode ser prejudicial na educação financeira da criança. Converse com seu filho para chegar a um acordo na hora de definir isso.

5 As crianças também podem ajudar nas compras

Quando forem em alguma loja ou supermercado, deixe que seu filho ajude em parte da compra. Se o que ele tem vontade de comprar extrapolar o orçamento, converse com a criança sobre isso e explique o porquê de não poder levar tudo e que existem prioridades. Se a criança for mais velha, peça para ela prestar atenção nos preços daqueles bens que ela quer comprar, para que ela saiba quando é ou não um bom momento para realizar esse consumo.

*VICTOR SANT’ANA É ECONOMISTA DA CDL PORTO ALEGRE E POSSUI GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS E MESTRADO EM ECONOMIA APLICADA PELA UFRGS.